Na Bola de Cristal

Caridade com Aroma de Rosas

               Quando acordei,  percebi que seria mais um dia quente em Blumenau. Tomamos nosso café da manhã e nos preparamos para o trabalho de assistência social no Centro Espírita Luz Divina  do qual participávamos todos os sábados de manhã.  

            Às 07:30 min. no horário programado, chegamos ao Centro para início das atividades. Fizemos nossas preces, pedimos proteção espiritual e nos dirigimos ao salão onde seria realizada a palestra aos assistidos. Quando entrei no salão, percebi que o ar estava denso e o ambiente abafado. Infelizmente, algumas pessoas presentes, até mesmo pela lamentável condição social, não possuíam hábitos de higiene. Mesmo com os ventiladores ligados,tive dificuldade em respirar.

           Ao final da palestra e da prece de encerramento nos dirigimos ao local, onde outros amigos já haviam preparado as cestas básicas que deveriam ser levadas para as casas de assistidos que não tinham condições de locomoção, principalmente, por motivo de doença.

           Quando formamos os grupos de trabalho compostos geralmente por 4 trabalhadores, percebi que no meu grupo estavam pessoas com as quais possuía grande afinidade, na maioria colegas dos grupos de estudo. Nossa missão, naquele dia, era levar cestas básicas para três famílias no Morro da Pedreira. Além de levar as cestas, deveríamos fazer o Evangelho no Lar, com cada família e, também, aplicar passes. Sabíamos que seria uma longa caminhada, carregando caixas de mantimentos pesadas, pois as famílias estavam em locais distantes, nos quais não poderíamos chegar de carro. No entanto, não desanimamos e seguimos felizes e determinados, principalmente, pelo fato de sabermos o quanto este trabalho era importante para as famílias que aguardavam por nós.

           Chegando ao Morro da Pedreira, em torno das 10:00 horas da manhã, desci do carro e percebi que o sol estava muito quente. Iniciamos a caminhada em direção às casas das famílias que aguardavam por nós. No caminho, deparávamos com crianças que olhavam curiosas. Depois de, aproximadamente 15 minutos de caminhada pelo acesso principal, tínhamos que nos equilibrar, descendo por um acesso estreito e íngreme que nos levaria até a casa de uma família que deveríamos visitar. Nossa primeira parada era uma casa muito simples de madeira, onde havia um homem idoso bastante adoecido, vítima de um derrame cerebral. Quando entramos, estávamos transpirando muito e sentíamos o desconforto do calor intenso de um dia de verão em Blumenau. Na casa, que não oferecia condições ideais de ventilação, havia um forte cheiro das necessidades daquele senhor, que estavam sendo levadas, através de um dreno, para uma garrafa plástica de refrigerante dentro de um balde. Deveríamos fazer o Evangelho em torno da cama na qual aquele senhor estava deitado. Quando me aproximei, tive que segurar a respiração. No quarto, havia apenas uma janela, pela qual não passava sequer uma brisa que pudesse nos refrescar ou fazer com que o quarto ventilasse e os odores fortes fossem dissipados. 

            Busquei a concentração no trabalho que deveria ser realizado e fizemos a leitura de um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo. Um amigo, disse que havia escrito uma prece no decorrer daquela semana e pediu autorização ao grupo para que pudesse proferi-la. Fechamos os olhos e  nos concentramos. Nosso amigo iniciou a prece. Ao proferir as primeiras palavras percebi a intensidade e a profundidade daquela prece e me emocionei. De repente, senti uma brisa suave e fresca entrando pela janela e, imediatamente, percebi o alívio que aquela brisa me causava. O que me impressionou é que ela vinha carregada por um maravilhoso e suave perfume de rosas. Agradeci a Deus pela dádiva e senti que algo especial estava acontecendo, principalmente, em função da presença de amigos espirituais que eu pude sentir, que estavam realizando conosco aquele trabalho. Ao término da prece, algumas lágrimas correram pela minha face. Estava feliz e sentido-me pleno. Percebi que os outros colegas também estavam emocionados. Curioso, olhei para fora da janela e tentei verificar se aquele perfume de rosas poderia ter vindo de algum lugar próximo. Ao olhar pela janela, vi apenas um banheiro. Ao olhar para o chão, rente à parede da casa, vi apenas água que corria em direção a um ribeirão, levando parte do esgoto da casa. Não havia mais brisa e percebi que o calor estava tão intenso quanto antes do início da nossa prece. Entretanto, perto da cama, não havia mais o odor que me causou a dificuldade de respiração.

        Consegui me aproximar daquele homem doente e pude acalentá-lo e senti em meu coração uma alegria intensa, pois descobri que aquela brisa e aquele perfume, foram um presente dos nossos amigos espirituais, um presente de Deus.

      Já se passaram 10 anos que este fato aconteceu. Ainda hoje me emociono quando me recordo deste episódio e tenho certeza que jamais poderei esquecer o que aconteceu naquele dia.

 M.F-  São Paulo- SP.


    Esse relato verdadeiro foi enviado por um amigo que possui mediunidade de efeitos físicos. O médium de efeitos físicos é aquele apto a produzir fenômenos materiais, como os movimentos dos corpos inertes ou ruídos, odores, aromas, etc. Podem dividir-se em médiuns facultativos e médiuns involuntários. Os médiuns facultativos têm consciência do seu poder e que produzem fenômenos espíritas por ato da própria vontade. Na medida que o médium de efeitos físicos desenvolve outro tipo de mediunidade como a psicofonia ou psicografia, esse dom de produzir efeitos físicos pode desaparecer ou então amenizar.

   Os médiuns involuntários ou naturais são aqueles cuja influência se exerce ao seu mau grado. Nenhuma consciência têm do poder que possuem. 

   Algumas pessoas que conviveram com Chico Xavier  depararam com esse tipo de fenômeno quando estavam perto dele: sentiam um forte aroma de rosas ou de éter. Esse aroma forte surgia de repente e nada material poderia explicar o surgimento do perfume ou odor. Geralmente, era atribuído à presença de Scheila, um espírito feminino que desencarnou na Segunda Guerra Mundial. Ela era enfermeira e geralmente costuma provocar nos ambientes de prece e oração das casas espíritas o aroma de éter ou rosas. Esses fenômenos são provocados com o intuito do despertar da pessoa para a realidade espiritual. 

   A mediunidade é um dom espontâneo inerente a qualquer ser humano que independe de religião, status, raça ou faixa etária. É o dom da comunicação com os espíritos. Os médiuns de efeitos físicos fornecem energia para que os espíritos possam atuar no Bem. No entanto, espíritos maldosos ou zombeteiros também podem manipular o fluido vital do ambiente e do médium para provocar batidas, ruídos fortes, vozes, com o intuito de assustar as pessoas. O estudo orientado, a presença assídua na casa espírita e atuação no Bem, nos livra da atuação dos espíritos obsessores e trevosos.

   A mediunidade desde que equilibrada e pautada no Bem não faz mal à saúde e nem provoca doenças.

  Nesse lindo relato , o grupo foi até um bairro muito pobre para fazer uma oração e levar alimento a pessoas carentes. Deveriam estar protegidos pela Espiritualidade Maior e também por Scheila. Como explicar o forte aroma de rosas se o ambiente era inóspito? Não havia  jardim, nem  gramado, nada que pudesse explicar o perfume de rosas que amenizou o forte odor desagradável do ambiente.

  É um consolo  saber que a Espiritualidade Maior está sempre a postos quando ajudamos o próximo sem nada esperar em troca.

  Se você, internauta, tem algum relato verdadeiro e sobrenatural que gostaria de compartilhar em Relax Mental, escreva!

 Bibliografia: O Livro dos Médiuns- Allan Kardec- Edição especial.

Magnólia Francisca.

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